No inverno passado, recebi um telefonema, era meu melhor amigo Franco. Ele me ligou, convidando-me para comprar as bebidas para a festa que iria fazer no sábado, como sempre em cima da hora, queria escolher as bebidas um dia antes. Fomos primeiro em um barzinho simples, na esquina do colégio que eu estudava. Identidades adulteradas, conseguimos comprar duas garrafas de martini e duas garrafas de tequila e só. Para cinco pessoas seria suficiente.Na verdade não seria bem uma festa, seria uma pequena reunião para comemorar a conquista de sophia por ter passado no vestibular. Quando saimos do bar já estava anoitecendo e começou a chover. Mesmo com a chuva continuamos caminhando lentamente, estavamos conversando sobre o que havia acontecido no dia anterior, sobre Diogo, o que ele havia dito sobre Sophia e Oliver, que já namoravam a algumas semanas. Eu e Franco já sabiamos que Diogo sempre gostou muito de Sophia, mas quando ela começou a namorar Oliver, toda paixão virou um ódio doentiu pelos dois.
Franco, que estava com as garrafas pegou-as, abraçando-as, e protegendo-as da chuva, que a cada minuto ficava mais forte. Entramos em uma lanchonete e ele continuou dizendo que havia conversado com Diogo, e estava seriamente preocupado. Não com o que Diogo poderia fazer com Sophia ou Oliver, mas com o que poderia fazer com ele mesmo. O jeito de Diogo odiar era diferente, parecia mais uma culpa, e todo ódio, era descontado nele mesmo.
A chuva então parou. Pegamos as garrafas e seguimos para a casa de Franco. Tinhamos recem chego e voltou a chover. Liguei para minha mãe, e pedi para dormir por lá mesmo, tive que insistir, mas consegui.
Resolvemos assistir um filme, mas enquanto o filme rodava ligamos para Diogo e perguntamos se ele iria mesmo no sábado. Ele respondeu que iria, e perguntamos também se ele estava se sentindo melhor, respondeu que nem sabia o porque da pergunta. Desconfiados fomos dormir. Quando acordamos, já era tarde da manhã, tomamos café, e fui para minha casa, peguei minhas roupas e voltei para a casa de Franco, e ele já estava pronto.
Sempre nos reuniamos nos sábados para ficar sozinhos pois o restaurante dos pais de Franco ficava bastante cheio. Sophia e Oliver chegaram cedo, mas Diogo demorou um pouco para chegar. E quando chegou não ficou o silêncio que eu imaginava que ficaria, para mim ficou pior. Ele chegou feliz, o que parecia sentido com muito esforço. Estávamos sentados na sala, e via que o sorriso de Diogo ia se desfazendo a cada toque de Oliver nas mãos macias de Sophia, eu sabia porque ela era tão apaixonante. Ele parecia não sentir que a tequila queimava sua garganta, tomava um copo rapidamente. Ele estava calado, mas somente ele. Levantou-se silenciosamente e andou em direção ao banheiro. Enquanto ele estava lá, conversamos sobre aquele comportamento estranho. Diogo estava demorando e Franco resolveu ir até ele para ver se estava bem. Quando chegou lá, gritou para mim - Helena, venha cá- quando ouvi isso assustada e imaginando tudo que poderia estar acontecendo com Diogo, deixei meu copo cair no tapete. Quando vi o martini manchando o tecido claro, imaginei sem querer, sangue cobrindo a pele clara de Diogo. Corri para o banheiro. Não havia sangue, mas havia lágrimas. Havia desespero, mas não ódio. Havia comprimidos, mas não havia morte. Senti um alivio, foi só tentativa, senti também medo, porque é tentando que se consegue. Mas no meu caso, nem tentando conseguiria esquecer Diogo.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Coloquem-se nos seus lugares, ou terei que mata-los.
Alguem pode explicar, porque as pessoas que menos podem são as que mais se acham? O que faz as pessoas se acharem tão poderosas? Pessoas sem graça, sem personalidade, são idolatradas pela sociedade, enquanto quem não segue modinha é odiado por ser único. É esse tipo de coisa que vem me incomodando ultimamente, e com isso percebo que nunca vou encontrar meu controle total, não adianta, não tem nada pra fazer, eu não nasci controlada, e nunca vou ser assim. O descontrole faz parte de mim, não posso fugir de mim mesma.
Ninguem pode, calar dentre mim
Esta chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar ♫
Desculpem-me pelo que vou escrever mas não consigo deixar passar tanta idiotice que acontece, pra começar, pessoas, parem de pensar que são o centro do universo, parem de tentar chamar a atenção, e pensar que estão certos, vocês são merdas vivas, que vão morrer e ser esquecidos pelo tempo. Semana passada fiz um post gigante, apenas com palavras revoltadas por bobagens, mas daí percebi que não era preciso fazer um post com tanto palavrão, pelas coisas que estão acontecendo na minha vida. Eu não sinto medo por nada, desabafo é para fracos. Arrumar briga, ser odiada, mas não só isso, não conseguir passar invisível por aí, só prova que eu estou viva, só me faz fazer sentir aquela sensação ótima de nunca querer morrer, mesmo tendo que aturar gente que não consegue sentir o que eu sinto, gente que fala muito, que pensa que pode, que desafia quem não devia, gente sem essência, gente que não pensa. Eu posso dizer que isso tudo vai passar, ignorar, um dia vão cansar e procurar ser adorados em outro lugar, mesmo sabendo que não vão conseguir. Mas eu tenho sede por vingança, não sou um robo programado para ser correto.
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes ♫
Eu não consigo me encaixar, só penso em explodir tudo, sinceramente.
Quero me encontrar mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui ♫
Mas tirando todas as coisas ruins está tudo bem, rs, nunca conheci tanta gente em um mês só. Isto é ótimo, me faz esquecer por um momento, que roubaram meu celular dentro da minha sala de aula, que meus colegas são um bando de trairas, que eu vi um cachorro morrer. Mas a vida segue, e isso não vai deixar nem cicatriz.
Ninguem pode, calar dentre mim
Esta chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar ♫
Desculpem-me pelo que vou escrever mas não consigo deixar passar tanta idiotice que acontece, pra começar, pessoas, parem de pensar que são o centro do universo, parem de tentar chamar a atenção, e pensar que estão certos, vocês são merdas vivas, que vão morrer e ser esquecidos pelo tempo. Semana passada fiz um post gigante, apenas com palavras revoltadas por bobagens, mas daí percebi que não era preciso fazer um post com tanto palavrão, pelas coisas que estão acontecendo na minha vida. Eu não sinto medo por nada, desabafo é para fracos. Arrumar briga, ser odiada, mas não só isso, não conseguir passar invisível por aí, só prova que eu estou viva, só me faz fazer sentir aquela sensação ótima de nunca querer morrer, mesmo tendo que aturar gente que não consegue sentir o que eu sinto, gente que fala muito, que pensa que pode, que desafia quem não devia, gente sem essência, gente que não pensa. Eu posso dizer que isso tudo vai passar, ignorar, um dia vão cansar e procurar ser adorados em outro lugar, mesmo sabendo que não vão conseguir. Mas eu tenho sede por vingança, não sou um robo programado para ser correto.
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes ♫
Eu não consigo me encaixar, só penso em explodir tudo, sinceramente.
Quero me encontrar mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui ♫
Mas tirando todas as coisas ruins está tudo bem, rs, nunca conheci tanta gente em um mês só. Isto é ótimo, me faz esquecer por um momento, que roubaram meu celular dentro da minha sala de aula, que meus colegas são um bando de trairas, que eu vi um cachorro morrer. Mas a vida segue, e isso não vai deixar nem cicatriz.
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