quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hoje é dia dos amigos, e eu olho ao meu redor e vejo que a matemática conspira contra mim e ao mesmo tempo a meu favor. Por ventura, hoje está chovendo bastante, e quem já leu algum outro post desse blog, sabe que a chuva, mesmo sem querer, me toca de uma maneira incrível. Pois bem, é um ''Dia dos amigos'' chuvoso, o que está me fazendo analisar minhas ''amizades''. Talvez a minha mãe esteja certa, quando diz que eu não combino com certas pessoas, o que ela não me disse é que eu não combino com ninguém, pelo menos não por muito tempo. Vou explicar a matemática da história, diariamente penso em pessoas que dizem ser minhas amigas, e o problema nisso é que eu acredito. Já pensei que poderia ser imaturidade, futilidade, talvez meu erro, seja ser livre de preconceitos e sempre entender o lado das pessoas, sem dar importância para o meu lado. A maioria dos amigos que tive me consideram inimigos hoje, e o porque ninguém quer me contar.
Mas agora, de uma coisa eu tenho certeza, as pessoas gostam da falsidade, é só você dizer o que elas querem ouvir na frente delas, mesmo que não seja o que você pensa, e depois falar horrores nas costas, que elas vão te amar. As pessoas mais fúteis, falsas, maldosas e patéticas que eu conheço são as que tem o maior número de amigos. Eu sei, que não é a quantidade que importa, já me disseram isso, mas quem não queria ter vários amigos? Quem não se abala quando está triste e ninguém se importa? Por mais forte que eu aparente ser, é amigos de verdade que eu quero, e se não bastasse, quero que essa gente patética que eu citei antes fiquem sozinhos. Ah, não é maldade, nem vingança, é justiça, eu não vivo pra mim, eu vivo pro mundo, com o mundo, e me importa sim o que acontece ao meu redor.
Mas enquanto isso não acontece, oque eu faço? Trato como prioridade quem me trata como opção, como já estou fazendo? Passo uma borracha em todas as lembranças ruins que tenho? Ou simplesmente deixo as coisas acontecerem? Ah, esqueci que sou contra essa teoria.

domingo, 3 de abril de 2011

Opinião cheia de personalidade de Rita Lee.

Agora acabou a farsa. Chegou a hora de confessar publicamente que eu nunca tive a mínima idéia do que é esse tal de Rock' n roll. Sou do tempo de Chuck Berry, depois de Elvis Presley, e já diziam os indignados de antanho que rock era coisa de crioulo safado e de veado branco.
Foi justamente por isso que eu comecei a prestar mais atenção naquela gente bronzeada que queria mostrar seu valor e mandar o mundo para aquele lugar. E o cardápio de guloseimas roqueiras cresceu tanto que não havia restaurante que saciasse aquela larica existencial. Posso afirmar que a trilha sonora da minha juventude foi uma viagem de LSD cujo bilhete era só de ida. Assim sendo, nunca mais retornei ao meu sagrado lar, onde vivia sossegadinha na minha vidinha bestinha. Daí que, quando alguém chega me perguntando "Que rock é esse?", eu respondo qualquer bobagem e saio a francesa.
É um pássaro? Um avião? Um disco voador? Uma guitarra distorcida? Uma inteligência artificial? Um violãozinho porreta? Sei lá, meu. Bota tudo isso num liquidificador e chama de Rock 'n roll.
Opinião cheia de personalidade de Rita Lee.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A suspeita sempre persegue a consciência culpada...

... o ladrão vê em cada sombra um policial.
A chuva caía torrencialmente na cidade de Phoenix nos Estados Unidos. Apesar do tempo fechado, o clima na sala de onde Helena observava era sereno.
- Porque estou aqui? - disse a voz que vinha de trás dela.
-Só queria te ver - Respondeu Helena nervosa.
Leonardo e Helena, há aproximadamente dois anos, conheceram-se no bar de uma boate. No meio de todas aquelas pessoas, seus olhares se encontraram. A música, transmitia confiança para Leonardo vencer a timidez que possuia seu corpo sempre que olhava para Helena.
Durante toda aquela noite, os dois conversaram com o mesmo entusiasmo de um primeiro dia de aula, a cada coisa que diziam a curiosidade aumentava. Esqueceram até a bebida que os esperava no balcão, e quando já passava das cinco horas, enquanto Leonardo se despedia de alguns amigos, Helena saiu discretamente, deixando apenas seu número de celular em um papel manchado de batom.
Depois daquela festa, aconteceram muitos outros encontros, os dois se encontravam todo dia, e a vontade só crescia, também a paixão, e no caso de Helena, consequêntemente, o ciúme. Um ciúme incontrolavelmente feroz. Ela tratava Leonardo como seu brinquedo favorito, o egoísmo era enorme.
Cansado de ser controlado, Leonardo decidiu se afastar de Helena. Ela ficou desesperada, já não imaginava mais sua vida sem ele, afinal, ela o amava mais do que tudo, e esse era o motivo maior de todos os desentendimentos, ela o queria por inteiro.
A mente de Helena, puxava para o lado da psicopatia, mas era o exagero do seu jeito, ela ainda sabia o que era o certo e o errado, ela ainda não queria um corpo sem vida.
Mas o tempo estava passando e Helena não conseguia esquece-lo.
- Helena - disse Leonardo - não quero mais brigar com você, mas também não quero voltar ao tormento da nossa vida juntos.
- Já me conformei Leonardo, só penso que seria tolice não nos falarmos mais, nossa história foi complicada, mas foi um dos melhores momentos de minha vida.- Respondeu ela.
- Eu te entendo, concordo com você, acho ótimo voltarmos a nos falar, você parece bem agora. -Disse ele seguro.
- Então vamos brindar a nossa amizade, vou buscar as taças. - Enquanto Helena ia até a cozinha, Leonardo sorria sozinho no sofá da sala.
- Aqui está - disse ela sorrindo - um brinde... - ele bebeu, e sentiu seu cérebro pesar, e ela continuou -... de cianureto.
Ele nunca mais voltaria pra ela, mas não voltaria pra ninguém também.





segunda-feira, 14 de março de 2011

02:17 AM

Sábado, 12 de março de 2011. Um quarto, um sofá, um café, um canivete e uma música agitada que atiça para o pecado, diminui sentimentos, e consequentemente eleva a razão e a inteligência. Esta é a situação perfeita para organizar pensamentos. Um turbilhão de pensamentos.
A ilusão de pensar estar no caminho certo, ter encontrado rumo, não pertence à ela. Ela está perdida pra sempre, e é esse o seu destino. Ela sempre pensou, fazer seu caminho, independente de qualquer força superior. Para ela, a rotina é azeda, sua personalidade exagerada sempre foi prejudicial. Sua sede por desafio, sempre foi insasiavel.
E seus medos, ela nunca encontrou.
Todos à sua volta eram como bonecos, alguns frágeis, alguns resistentes, mas todos totalmente manipulaveis. Só lhe faltava habilidade para fazer.
O caminho em que está, terá um fim polêmico, e já teve pequenas provas disso. É uma pessoa odiada a primeira vista, rejeitada a primeira vista, ela é alvo de críticas.
Sem ter nascido com a "benção" da psicopatia, precisa se esforçar para vencer o envolvimento, tudo precisa ser calculado. Desde um simples "oi", para entender a grandeza da intensidade.
Engana a si mesma que consegue ser fria o tempo todo, que aquele alguém com quem se dá bem não importa, e que se for embora, não fará falta alguma.
E agora, bom, agora o café esfriou.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sofrer sem queixar-se..

... é a única lição que devemos aprender nesta vida.
Esta história vai começar com ''era uma vez'', mas eu não garanto que termine com ''felizes para sempre''. Pois bem, era uma vez Sophia, uma garota que aos dezenove anos pensava que havia encontrado o grande amor de sua vida... pela terceira vez, mas isso não é o mais importante.
Tudo começou estranho e sem querer, se falavam apenas por telefone. Era ótimo, viravam a noite com juras de amor, com previsões de um futuro perfeito, e a vontade de passarem o resto da vida juntos só aumentava. Ela só pensava em tê-lo em seus braços, em beijar sua boca, e ele, bom ele eu já não sei dizer. E foi assim, durante cinco meses, quando finalmente se encontraram. Quando ela viu seus olhos, esqueceu de todos seus relacionamentos traumatizantes, e em sua mente ele era o único, sempre havia sido e sempre seria. Passaram uma noite inteira juntos, a maior parte do tempo não fizeram nada além de se olhar, mais tarde ela se envolveu em seus braços e tudo no mundo havia parado, e quando finalmente a longa noite acabou, silênciosamente ela levantou e dirigiu-se para o quarto ao lado.
Já havia amanhecido e ela precisava voltar para sua cidade. Quando chegou só restavam lembranças, lembranças e o número do celular. Mas na noite seguinte a tristeza veio perturbar e por um telefonema foi que tudo acabou. Ele ia mudar para um lugar ainda mais longe e decidiu que não precisaria de uma paixão à distância. Bem, eu poderia dar um final com a minha cara para esta história, como cinco comprimidos e um copo e uísque, ou manchas de sangue, mas vou seguir o rumo original da história, e deixar inacabada.

sábado, 8 de janeiro de 2011

''Até a cor do arrependimento desbota com o tempo''

O dia de hoje é exatamente a inspiração que eu precisava para fazer mais um post. Olho pela janela de vidro, e vejo a chuva cair do céu, infelizmente não posso dizer que é fria, mas está forte.
Mais um ano foi embora, as férias e o calor chegaram, e o arrependimento também. Agora eu só espero que Carlos Drummond de Andrade esteja certo quando fala que ''Até a cor do arrependimento desbota com o tempo''. Não foi uma coisa tão terrível assim o que eu fiz, mas era desnecessário ter feito. Mas como tudo pode ser aproveitado como experiência, aprendi a escutar o que a mãe fala, e não me deixar levar pela opinião dos outros, que por ventura é sempre oposta à minha. O que eu estou falando, é daquele ato de ''dever'' com a sociedade, que quando realizado, em mim, vem seguido de muito arrependimento, não sei realmente justificar meus atos, não esses, pois para mim, regras sociais não fazem sentido mesmo. Mas já me arrependi de muita coisa, já sofri, já chorei, e hoje estou aqui, cada vez mais forte, cada vez mais esperta, cada vez mais sem controle.