quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Time.

Estou cheia de gritos dentro de mim, querendo sair, mas a necessidade de estudar para não repetir o ano toma todo meu tempo. Queria escrever algo descente para postar aqui, queria impressionar com palavras que precisam sair, agora. Preciso dizer que sinto saudades, e uma saudade imortal. Estou literalmente presa pela polícia, isolada de tudo que eu amo, que eu preciso. O único lugar que eu poderia ir agora é para o ferro velho, estou acabada, exalsta.
''E para essas horas, uso listas de musicas... francamente, acho que todos deveriam usar''.
Só assim, eu saio da fossa, só a magia da arte pode me salvar desse mundo canibal.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eu não amo Diogo.

No inverno passado, recebi um telefonema, era meu melhor amigo Franco. Ele me ligou, convidando-me para comprar as bebidas para a festa que iria fazer no sábado, como sempre em cima da hora, queria escolher as bebidas um dia antes. Fomos primeiro em um barzinho simples, na esquina do colégio que eu estudava. Identidades adulteradas, conseguimos comprar duas garrafas de martini e duas garrafas de tequila e só. Para cinco pessoas seria suficiente.Na verdade não seria bem uma festa, seria uma pequena reunião para comemorar a conquista de sophia por ter passado no vestibular. Quando saimos do bar já estava anoitecendo e começou a chover. Mesmo com a chuva continuamos caminhando lentamente, estavamos conversando sobre o que havia acontecido no dia anterior, sobre Diogo, o que ele havia dito sobre Sophia e Oliver, que já namoravam a algumas semanas. Eu e Franco já sabiamos que Diogo sempre gostou muito de Sophia, mas quando ela começou a namorar Oliver, toda paixão virou um ódio doentiu pelos dois.
Franco, que estava com as garrafas pegou-as, abraçando-as, e protegendo-as da chuva, que a cada minuto ficava mais forte. Entramos em uma lanchonete e ele continuou dizendo que havia conversado com Diogo, e estava seriamente preocupado. Não com o que Diogo poderia fazer com Sophia ou Oliver, mas com o que poderia fazer com ele mesmo. O jeito de Diogo odiar era diferente, parecia mais uma culpa, e todo ódio, era descontado nele mesmo.
A chuva então parou. Pegamos as garrafas e seguimos para a casa de Franco. Tinhamos recem chego e voltou a chover. Liguei para minha mãe, e pedi para dormir por lá mesmo, tive que insistir, mas consegui.
Resolvemos assistir um filme, mas enquanto o filme rodava ligamos para Diogo e perguntamos se ele iria mesmo no sábado. Ele respondeu que iria, e perguntamos também se ele estava se sentindo melhor, respondeu que nem sabia o porque da pergunta. Desconfiados fomos dormir. Quando acordamos, já era tarde da manhã, tomamos café, e fui para minha casa, peguei minhas roupas e voltei para a casa de Franco, e ele já estava pronto.
Sempre nos reuniamos nos sábados para ficar sozinhos pois o restaurante dos pais de Franco ficava bastante cheio. Sophia e Oliver chegaram cedo, mas Diogo demorou um pouco para chegar. E quando chegou não ficou o silêncio que eu imaginava que ficaria, para mim ficou pior. Ele chegou feliz, o que parecia sentido com muito esforço. Estávamos sentados na sala, e via que o sorriso de Diogo ia se desfazendo a cada toque de Oliver nas mãos macias de Sophia, eu sabia porque ela era tão apaixonante. Ele parecia não sentir que a tequila queimava sua garganta, tomava um copo rapidamente. Ele estava calado, mas somente ele. Levantou-se silenciosamente e andou em direção ao banheiro. Enquanto ele estava lá, conversamos sobre aquele comportamento estranho. Diogo estava demorando e Franco resolveu ir até ele para ver se estava bem. Quando chegou lá, gritou para mim - Helena, venha cá- quando ouvi isso assustada e imaginando tudo que poderia estar acontecendo com Diogo, deixei meu copo cair no tapete. Quando vi o martini manchando o tecido claro, imaginei sem querer, sangue cobrindo a pele clara de Diogo. Corri para o banheiro. Não havia sangue, mas havia lágrimas. Havia desespero, mas não ódio. Havia comprimidos, mas não havia morte. Senti um alivio, foi só tentativa, senti também medo, porque é tentando que se consegue. Mas no meu caso, nem tentando conseguiria esquecer Diogo.

sábado, 2 de outubro de 2010

Coloquem-se nos seus lugares, ou terei que mata-los.

Alguem pode explicar, porque as pessoas que menos podem são as que mais se acham? O que faz as pessoas se acharem tão poderosas? Pessoas sem graça, sem personalidade, são idolatradas pela sociedade, enquanto quem não segue modinha é odiado por ser único. É esse tipo de coisa que vem me incomodando ultimamente, e com isso percebo que nunca vou encontrar meu controle total, não adianta, não tem nada pra fazer, eu não nasci controlada, e nunca vou ser assim. O descontrole faz parte de mim, não posso fugir de mim mesma.
Ninguem pode, calar dentre mim
Esta chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar ♫
Desculpem-me pelo que vou escrever mas não consigo deixar passar tanta idiotice que acontece, pra começar, pessoas, parem de pensar que são o centro do universo, parem de tentar chamar a atenção, e pensar que estão certos, vocês são merdas vivas, que vão morrer e ser esquecidos pelo tempo. Semana passada fiz um post gigante, apenas com palavras revoltadas por bobagens, mas daí percebi que não era preciso fazer um post com tanto palavrão, pelas coisas que estão acontecendo na minha vida. Eu não sinto medo por nada, desabafo é para fracos. Arrumar briga, ser odiada, mas não só isso, não conseguir passar invisível por aí, só prova que eu estou viva, só me faz fazer sentir aquela sensação ótima de nunca querer morrer, mesmo tendo que aturar gente que não consegue sentir o que eu sinto, gente que fala muito, que pensa que pode, que desafia quem não devia, gente sem essência, gente que não pensa. Eu posso dizer que isso tudo vai passar, ignorar, um dia vão cansar e procurar ser adorados em outro lugar, mesmo sabendo que não vão conseguir. Mas eu tenho sede por vingança, não sou um robo programado para ser correto.
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes ♫
Eu não consigo me encaixar, só penso em explodir tudo, sinceramente.
Quero me encontrar mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui ♫
Mas tirando todas as coisas ruins está tudo bem, rs, nunca conheci tanta gente em um mês só. Isto é ótimo, me faz esquecer por um momento, que roubaram meu celular dentro da minha sala de aula, que meus colegas são um bando de trairas, que eu vi um cachorro morrer. Mas a vida segue, e isso não vai deixar nem cicatriz.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Algo imortal, algo com força sobrenatural.

Saudade, palavra tão comum, que nem preciso ouvir para sentir meu coração chamar a tristeza.
É como se fossem passear felizes em uma tempestade. A água fria que cai do céu dominado pela escuridão, parece aquecer meu coração, aliviando minha dor, e ficando conformada com o prazer da solidão.
Imagino então minhas lágrimas sendo derramadas pela minha alma, o único lugar onde sinto minha tristeza transbordar e minha aflição de meus olhos terem secado.
Lágrimas deixadas na fossa, que procuram vingança, por suas maltratadas vidas.
Vidas vividas na escuridão de uma estrada finita, uma estrada que findou, vidas vividas no pânico de um sonho cruel, na tristeza de não existir inocência, no susto de ser apunhalado por todos os lados, por todos.
É como o grito de uma criança assustada, que acorda à todos por pensar estar sozinha, quando não passa de um pesadelo, um pesadelo infinito que vai acompanha-la por toda sua vida.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

E se eu morrer, que eu tenha feito tudo que eu quis.

Desde que eu era criança, minha vida sempre foi muito confusa, ao mesmo tempo que eu recebo o carinho dos meus pais, eu me sinto cada vez mais sozinh. São poucas as pessoas que realmente gostam da minha presença onde quer que seja. São poucas as pessoas que eu arrisco abraçar.
Eu sempre tive medo de sofre, amar e não ser amada, sempre tive medo de ser rejeitada, este é o motivo para eu não gostar de me aproximar das pessoas.
Eu nunca sofri por amor, talvez por nunca ter amado verdadeiramente. Não quero amar ninguém, não me preocupo com isso.
Eu quero amar meus amigos, meus amigos verdadeiros, aqueles que fariam qualquer coisa por mim, pelo menos enquanto a amizade durar. Confesso que já pensei em viver sozinha, em uma ilha deserta, sem ninguém, mas sem ninguem significa sem possibilidades, sem possibilidades de ser contrariada, de aprender, sem possibilidades de felicidade, sem possibilidades de ser triste.
Quando vejo frases do tipo, "diga oi a felicidade e tchau à tristeza", entendo como uma imensa ingratidão.
Quando estou sozinha, quando todos estão longe, minha única companheira é a tristeza. Ela às vezes me incentiva a ficar cada vez mais só, e outras vezes me incentiva a vingar-me da vida, divertindo-me, arriscando-me.
Para mim, não basta viver somente para mim, não quero dizer que me preocupo com a opinião dos outros sobre mim, mas não quero ser esquecida.
Apesar de nunca querer morrer, eu não tenho medo da morte, acho que a melhor forma de viver é arriscando-se, quanto mais vezes se chega perto da morte, mais vontade e motivação se tem para viver.
Acredito que a morte não é uma coisa horrível que se deve temer, mas sim o fim de uma jornada incrível.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Questão de segundos.

À noite a lua assiste
que eu fico ainda mais triste
e saio pra rua andando procurando sua companhia
talvez se um dia eu achasse
se eu soubesse onde está
eu haveria de amar
e além de amar
eu haveria de sofrer
e eu sofreria docemente a dor de lhe querer.
E logo que o dia chega
sinto minha alma empobrecer
pobre de dor, pobre de amor
pois sei que meu sentimento não passa de apenas querer,
querer ver novamente seu brilho,
e aqui eu espero sozinho,
no mesmo lugar de sempre,
aquecendo meu amor e minha vontade
de que venha e acabe com minha solidão,
alimentando minha esperança
de que a lua verá,
matando meu sofrimento
matando a escuridão.

sábado, 13 de março de 2010

Pense e fale.

Eu decidi deixar tudo pra trás. Eu aprendi a olhar pra frente e deixar o passado no lugar dele, não quero que ele interfira no meu presente, está tudo tão bom, eu consegui entrar no colégio que eu queria, estou conhecendo pessoas novas, pessoas queridas e com caráter.
Nunca pensei que fosse ficar tão feliz em acordar de madrugada para ir ao colégio e só voltar á tardinha, nunca pensei que fosse tão bom passar o dia inteiro com amigos, colegas. Estou fazendo tudo o que gosto, com as pessoas que gosto, estou construindo o meu futuro da maneira que eu quero, parei de falar e falar e somente falar das coisas que eu queria que acontecesse, e estou fazendo acontecer. Eu estou feliz. Então não pense que eu estou deprimida ou preocupada com o que ja passou, pois estou rindo de tudo. Não pense que as coisas que disser vai mudar a minha felicidade, por que ela é enorme demais para acabar com alguns comentários sobre mim.
Agora eu faço apenas o que eu gosto, eu falo o que eu penso, e creio no que quiser e acreditar. Eu não vou me importar com a maldade de pessoas que não sabem nada, que apenas pensam que sabem e acham que minha vida depende da opinião delas. Então pense o que quiser e fale o que quiser, e se interessa a você, -Eu sou muito feliz assim.