Foi justamente por isso que eu comecei a prestar mais atenção naquela gente bronzeada que queria mostrar seu valor e mandar o mundo para aquele lugar. E o cardápio de guloseimas roqueiras cresceu tanto que não havia restaurante que saciasse aquela larica existencial. Posso afirmar que a trilha sonora da minha juventude foi uma viagem de LSD cujo bilhete era só de ida. Assim sendo, nunca mais retornei ao meu sagrado lar, onde vivia sossegadinha na minha vidinha bestinha. Daí que, quando alguém chega me perguntando "Que rock é esse?", eu respondo qualquer bobagem e saio a francesa.
É um pássaro? Um avião? Um disco voador? Uma guitarra distorcida? Uma inteligência artificial? Um violãozinho porreta? Sei lá, meu. Bota tudo isso num liquidificador e chama de Rock 'n roll.
Opinião cheia de personalidade de Rita Lee.
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