quinta-feira, 10 de junho de 2010

Algo imortal, algo com força sobrenatural.

Saudade, palavra tão comum, que nem preciso ouvir para sentir meu coração chamar a tristeza.
É como se fossem passear felizes em uma tempestade. A água fria que cai do céu dominado pela escuridão, parece aquecer meu coração, aliviando minha dor, e ficando conformada com o prazer da solidão.
Imagino então minhas lágrimas sendo derramadas pela minha alma, o único lugar onde sinto minha tristeza transbordar e minha aflição de meus olhos terem secado.
Lágrimas deixadas na fossa, que procuram vingança, por suas maltratadas vidas.
Vidas vividas na escuridão de uma estrada finita, uma estrada que findou, vidas vividas no pânico de um sonho cruel, na tristeza de não existir inocência, no susto de ser apunhalado por todos os lados, por todos.
É como o grito de uma criança assustada, que acorda à todos por pensar estar sozinha, quando não passa de um pesadelo, um pesadelo infinito que vai acompanha-la por toda sua vida.

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