quarta-feira, 2 de junho de 2010

E se eu morrer, que eu tenha feito tudo que eu quis.

Desde que eu era criança, minha vida sempre foi muito confusa, ao mesmo tempo que eu recebo o carinho dos meus pais, eu me sinto cada vez mais sozinh. São poucas as pessoas que realmente gostam da minha presença onde quer que seja. São poucas as pessoas que eu arrisco abraçar.
Eu sempre tive medo de sofre, amar e não ser amada, sempre tive medo de ser rejeitada, este é o motivo para eu não gostar de me aproximar das pessoas.
Eu nunca sofri por amor, talvez por nunca ter amado verdadeiramente. Não quero amar ninguém, não me preocupo com isso.
Eu quero amar meus amigos, meus amigos verdadeiros, aqueles que fariam qualquer coisa por mim, pelo menos enquanto a amizade durar. Confesso que já pensei em viver sozinha, em uma ilha deserta, sem ninguém, mas sem ninguem significa sem possibilidades, sem possibilidades de ser contrariada, de aprender, sem possibilidades de felicidade, sem possibilidades de ser triste.
Quando vejo frases do tipo, "diga oi a felicidade e tchau à tristeza", entendo como uma imensa ingratidão.
Quando estou sozinha, quando todos estão longe, minha única companheira é a tristeza. Ela às vezes me incentiva a ficar cada vez mais só, e outras vezes me incentiva a vingar-me da vida, divertindo-me, arriscando-me.
Para mim, não basta viver somente para mim, não quero dizer que me preocupo com a opinião dos outros sobre mim, mas não quero ser esquecida.
Apesar de nunca querer morrer, eu não tenho medo da morte, acho que a melhor forma de viver é arriscando-se, quanto mais vezes se chega perto da morte, mais vontade e motivação se tem para viver.
Acredito que a morte não é uma coisa horrível que se deve temer, mas sim o fim de uma jornada incrível.

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